Final de ano. Por mais que a gente tente não admitir, é um momento de reflexões… Fazemos planos… Geramos expectativas de que tudo de ruim ficará para trás e que o novo ano será infinitamente melhor que o outro. Enfim, é um momento de balanços.
Um dos meus balanços foi em relação à minha saúde. Comparando 2006 com 2007 cheguei à conclusão de que quase não fiquei doente no ano que terminou ontem. Háaa… tirando as minhas enxaquecas, que me acompanham desde que me entendo por gente. Mas essas aí eu nem considero. São café com leite.
Em 2006, por outro lado, foi um festival de doenças e probleminhas, indo de uma inflamação sinistra na garganta, passando por uma conjuntivite, que me deixou com cara de monstro, e culminando com umas dores inexplicáveis perto do coração. Mas de tudo o que passei, uma situação tornou-se marcante, por ser tragicômica.
Depois de uma aula de fotografia, eu e um bando de meninas fomos ao banheiro. De repente senti algo embaçando o meu olho e fui olhar no espelho. Desespero total: meu olho estava sangrando. Coloquei a mão no olho e não tinha coragem de tirar. Todas as meninas vieram pra cima de mim. Tentaram colocar papel. Quando tirei a mão, o sangue jorrou em cima da bolsa. Achei que ia ficar cega. Comecei a chorar.
Camila, mais que prontamente se ofereceu para me levar ao hospital. Conseguimos carona de um colega de classe e fomos parar no Hospital das Clínicas. Chegando lá, Camila correu atrás de toda a burocracia para eu ser atendida. Não havia vagas. Fiquei mais nervosa ainda. E Camila, por mais deseperada que estivesse, aparentava a maior tranquilidade. (Aliás ela sempre é aquela amiga que manterá a calma para todo mundo achar que está td na maior normalidade). Eu não. Estava escrito na minha testa: ESTOU DESESPERADA. ME AJUDA. ACHO QUE VOU FICAR CEGA!!!
Enfim… a mulher se solidarizou com o meu desepero e com os argumentos de Camila e falou para esperarmos em um lugar lá para ver se conseguíamos ser encaixadas entre as consultas já marcadas. E eu andando de um lado para outro sendo guiada pelas mãos de Camila, já que eu não tinha coragem de tirar o papel do meu olho.
Chegamos ao local e, obviamente, havia muuuuuuuitas pessoas esperando. Sentamos. Quando olhamos para frente, vimos dois caras sentados e um deles estava exatamente como eu, segurando um monte de papel no olho. E o outro dando suporte, assim como Camila. Falei com Camila: “Será que o olho dele tb tá sangrando?”. Camila, com seu humor negro, disse: “Vamos lá. Aí vc diz pra ele: mostra o seu que eu mostro o meu”. Como é que uma pessoa consegue dizer isso para outra que está a ponto de ter uma crise nervosa, achando que nunca mais vai enxergar? Só a mais zen-noção do mundo. Tive que rir. Depois dessa, eu até tive coragem de tirar o papel. Não para o cara, é claro. Meu olho tinha voltado ao normal. Vim para Vila Velha e fui ao Hospital que meu plano de saúde cobria. Fui atendida de imediato e o médico simplesmente me falou que não era nada grave. Apenas um vasinho que rompeu, provavelmente por causa da minha conjutivite que tinha me deixado com cara de monstro. Ufa!!! À noite meu olho sangrou mais umas duas vezes, mas aí eu já estava até acostumada. Até tirei fotinhas dessa bizarrice, hahahahaha…
Depois dessa historinha, meu desejo para 2008 é que eu tenha muita saúde para realizar todas a metas que projetei. Háaa… e desejo também que a Camila continue com seu humor negro apuradíssimo, para me desestressar nessas situações.
))
Priscila
Tudo bem… Sei que exagerei: o texto tá gigante. Prometo me conter nos próximos.
hahahaha
Pri, eu ri muito agora! Tinha esquecido do “mostra o seu que eu mostro meu”, mas lembro que vc riu muito disso! E eu tb, claro!
bj
se o objetivo foi animar no momento do desespero, a meta foi alcançada! uheuheuheeieuhe
[...] post de hoje é para falar sobre o meu primeiro post de 2008. Incrível como que o que desejei para 2008 foi justamente o que mais marcou o meu ano: a minha [...]